MEDALHA SANGUE DO BRASIL

Instituída pelo
Decreto Lei nº 7.709, de 5 de julho de 1945.
Com a única finalidade
de agraciar os oficiais, praças, assemelhados e civis, destacados para o Teatro
de Operações, e que aí hajam sido feridos em consequência de ação objetiva do
inimigo.
Características:
Em bronze.
Anverso. Sobre
as Armas da República, três estrelas em esmalte na cor vermelho que representam os três ferimentos
recebidos pelo General Sampaio, no dia 24 de maio de 1866, na Batalha de Tuiuti
na Guerra do Paraguai. O conjunto é orlado por dois ramos
de Pau-Brasil, que lembram a Pátria e as origens de seu nome.
Reverso. Esfera
da bandeira Nacional envolvida pelos dois ramos de Pau-Brasil.
Fita. Em seda
chamalotada, na cor vermelha com um friso central dividido em três partes
iguais: amarelo, verde, amarelo. A fixação na medalha se dá por uma argola em formato triangular.
Medalha Sangue do Brasil com a Miniatura |
Reverso das medalhas |
Trata-se da medalha mais
robusta do conjunto de medalhas da Força Expedicionária Brasileira. Cremos que
isso se deva ao valor que ela representa, na medida em que o seu agraciado teve
que suportar algum ferimento, consequência de ação objetiva do inimigo.
![]() |
caixa de um exemplar da medalha |

Até pouco tempo
atrás não se tinha notícias de réplicas ou reposições dessa medalha.
Entretanto, recentemente chegou ao nosso conhecimento, uma imagem de um segundo
tipo, de características bem assemelhadas à primeira medalha, mas de acabamento
pobre e tosco. De qualquer maneira, o segundo tipo difere daquele tido por
original, que segue regiamente a descrição do decreto, especialmente quanto ao
tipo da fita, de acabamento sempre esmerado. Interessante que apesar de ser
instituída na cor vermelha, a fita é sempre encontrada é na cor vermelho alaranjado.
Mais um dos mistérios da medalhística tupiniquim.
Acerca desta medalha circulava um boato bastante arraigado de que só se
confeccionaram 500 exemplares, em contrariedade ao
numero superior a 2.000 soldados elegíveis, sendo: 1.577 feridos em ação de combate e 443 mortos em combate (cf. p.40 do Livro do Mal JB Mascarenhas de Moraes, A FEB Pelo Seu Comandante, 1ª edição, 1947).
Ainda merece seja comentado que o Decreto nº 7.709/45, foi bastante claro ao aduzir que a medalha seria concedida para os feridos de guerra, que hajam recebido o ferimento em consequência de ação objetiva do inimigo. Cremos assim, por fim a discussão quanto a concessão destas a militares ou civis que sofram injurias em missões atuais. Ou seja, essa medalha só poderia ser novamente concedida se houvesse a necessária declaração de beligerância.
numero superior a 2.000 soldados elegíveis, sendo: 1.577 feridos em ação de combate e 443 mortos em combate (cf. p.40 do Livro do Mal JB Mascarenhas de Moraes, A FEB Pelo Seu Comandante, 1ª edição, 1947).
Ainda merece seja comentado que o Decreto nº 7.709/45, foi bastante claro ao aduzir que a medalha seria concedida para os feridos de guerra, que hajam recebido o ferimento em consequência de ação objetiva do inimigo. Cremos assim, por fim a discussão quanto a concessão destas a militares ou civis que sofram injurias em missões atuais. Ou seja, essa medalha só poderia ser novamente concedida se houvesse a necessária declaração de beligerância.
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ResponderExcluirRecentemente três Fuzileiros Navais foram agraciados com a medalha "Sangue do Brasil" por ferimentos recebidos durante operações de pacificação de favela no Rio de Janeiro. Veja o link oficial:
ResponderExcluirhttps://www.marinha.mil.br/content/fuzileiros-navais-s%C3%A3o-agraciados-com-medalha-%E2%80%9Csangue-do-brasil%E2%80%9D