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sábado, 12 de junho de 2010

MEDALHA DE TEMPO DE SERVIÇO


Com o advento da constituição republicana de 1891, que extinguiu a Ordem Honorífica de Aviz, verifica-se a necessidade de se criar uma medalha para distinguir bons serviços prestados por militares do exército, da marinha, e, a partir de 1941, também da aeronáutica.

Assim, pelo Decreto n° 4.328, de 15 de novembro de 1901, foi criada a Medalha Militar por tempo de serviço, regulamentada pelo Decreto n.39.207, de 22 de maio de 1958.

Assim, destina-se a comenda a recompensar os bons serviços prestados pelos militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em serviço ativo, assim como pelos oficiais professores do Magistério Militar.

É concedida pelo Presidente da República aos que, satisfeitas as condições estipuladas no respectivo regulamento, tenham completado dez, vinte, trinta, quarenta e cinqüenta anos de bons serviços, sem nota desabonadora.

Características:

Estrela maçanetada com dístico central orlada por dois ramos, um de fumo e outro de café, todos do emblema de Armas da República. No reverso a inscrição Decreto de 15 de novembro de 1901 com setas apontando para fora em cada braço da estrela.

A fita é de gorgorão de seda chamalotada, com largura 24mm, composta de três listras verticais, de igual largura, nas cores nacionais.

Amarelo-ouro a do centro e verde-bandeira as duas listras das extremidades.

As medalhas trarão no corpo da fita um passador, com uma, duas ou três estrelas, representando cada década de serviços prestados.

A medalha é de platina com passador de platina para cinqüenta anos de serviços, no passador há a quantidade respectiva de estrelas, sendo cada estrela equivalente a dez anos.

Em ouro com passador e barreta de platina para quarenta anos de serviço.

De ouro, também com passador e barreta em ouro para trinta anos de serviço.

Em prata com passador e barreta de prata para vinte anos.

Em bronze com passador e barreta em bronze para dez anos de serviço.

A medalha e o respectivo barrete devem ser usados do lado esquerdo do peito.

O uso da comenda não é cumulativo, sendo que a concessão da medalha de nível superior substitui o uso da antecessora.

Em 30 de junho de 1934, o Decreto n° 24.514 modificou o anterior estabelecendo a medalha para militares com 40 anos de serviço, esta em ouro com passador de platina, apresentando 4 estrelas.

Através do Decreto n° 70.751, de 23 de junho de 1972, Altera-se o anterior e estabelece a medalha conferida aos que tenham completado 50 anos de bons serviços prestados, confeccionada em platina, com passador de 5 estrelas no mesmo metal.

Também merece seja citado que através do Decreto nº 39.207, de 22 de maio de 1956, o então Presidente Juscelino Kubitschek, altera seus artigos, sendo uma de suas modificações o diâmetro da Medalha Militar, passando de 27 para 34 milimetros. Dessa forma, pode-se observar dois modelos distintos de medalha, um de menor tamanho, anterior a 1956 e outro de maior módulo, fabricado após 1956.

As fitas e passadores também sofreram alteração de tamanho.

Vale aqui a lembrança que até 1956 só haviam sido outorgadas as medalhas até 30 anos de serviço.

Há farto uso de metais para a cunhagem das medalhas. Sobre isso pode ser afirmado que as que se referem a 10 e 20 anos de serviço foram cunhadas em bronze e prata, respectivamente, porém as medalhas de 30 anos de serviço foram encontrados cunhados em metais dourados ou mesmo com banho de ouro. É bastante comum encontrar-se medalhas cunhadas em ouro.

Para as medalhas concedidas após o ano de 1956, observa-se uma grande variedade de material empregado na fabricação, podendo-se citar até mesmo ligas metálicas em todas as medalhas (10, 20, 30, 40 e 50 anos), inclui-se ai o uso do tombac, conforme reza o artigo 3º do regulamento da medalha, alterado em 1956.

3 comentários:

  1. Muito bom!!! Adorei o seu blog. Parabéns.

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  2. Vamos lá Giovanni. Queremos mais artigos! muito bom.

    abç
    Lambert

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  3. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog desinformação seletiva. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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